Tem gente que vive e vira memória
Eu vivo e viro insônia, sonho e texto
Ainda assim, tem gente que vive pra registrar
Eu vivo pra sentir, pra explorar e pra (me) descobrir
Tem gente que vive pra falar, pra se mostrar presente
Eu vivo em silêncio, observando, aprendendo e armazenando
Tem gente que vive pra ser refém dos outros, das telas
Eu vivo pra sair correndo, pra libertar instintos e me esconder do medo
Tem gente que vive pra sorrir ou sorri pensando que isso é viver
Eu vivo pra chorar e pra reverter as razões pelas quais choro em motivos para sorrir
Tem gente que vive pra morrer, na inconsequência de não se saber a hora
Eu vivo por viver, na ciência de que a morte é o retorno ao verdadeiro lar